Na posse, a pessoa possuída pode perder completamente o controle sobre suas ações e pensamentos, agindo de maneira completamente autônoma em relação à sua vontade. Isso não ocorre na incorporação, onde o médium permanece consciente e, em muitos casos, pode até mesmo sentir o que está acontecendo e participar ativamente da comunicação.
A incorporação ocorre quando um médium permite que um espírito se manifeste através dele. Isso não significa que o espírito “assume o controle” do corpo do médium, como se fosse uma espécie de possessão demoníaca, como frequentemente retratado em filmes e livros. Em vez disso, a incorporação é mais como uma colaboração entre o médium e o espírito.
A incorporação, no contexto da mediunidade, é um processo complexo e delicado que permite a comunicação entre o mundo físico e o espiritual. Longe de ser uma forma de posse, a incorporação é uma forma de intercâmbio respeitoso e consciente entre o médium e o espírito.
A incorporação pode ocorrer de várias formas, dependendo do tipo de mediunidade e das habilidades do médium. Alguns médiuns podem entrar em um transe, um estado alterado de consciência que permite que o espírito se manifeste mais claramente. Outros podem simplesmente sentir a presença do espírito e permitir que ele se comunique através deles.